terça-feira, 6 de outubro de 2009

Preconceito e amor ao próximo

O que o preconceito tem a ver com o amor ao próximo? Será que um não será o oposto do outro?
Se observarmos todas as atitudes tomadas em nome de uma superioridade, normalidade relativa, um padrão desejável, uma idéia ou crença tida como correta, certamente não temos como relacionar um ao outro.
Mas, como faz a revista Superinteressante, que faz as ligações mais improváveis entre eventos do passado com conceitos e produtos da atualidade, tentaremos encontrar o elo perdido.
As pessoas falam contra o preconceito, mas nem sempre se dão conta que são, em algumas ocasiões, vítimas de algum tipo de de discriminação, enquanto que em outras, são seus agentes.
E as ferramentas podem ser aparentemente inocentes, como piadas e imitações, chegando ao extremo do genocídio, como na 2a Guerra Mundial, em Kosovo e nas guerras no continente africano, entre outros lugares.
O conceito de amor ao próximo ainda hoje não é compreendido em sua plenitude. Ele é visto de forma tribal: aqueles que partilham do meu modo de vida, minha visão de mundo, tenham a mesma cor de pele, herança cultural, são meus próximos.
Mas Jesus ampliou esse conceito, com a Parábola do Bom Samaritano, demonstrando que o nosso próximo é qualquer um que precise de nossa ajuda, seja fisicamente (cuidados médicos, alimentação, uma ajuda para empurrar o carro enguiçado), seja espiritualmente (ouvir os problemas de alguém, rezar pela pessoa, com ela, emprestar o ombro para que ela chore e se alivie). Ele ajudou a mulher adúltera, atendeu ao pedido do centurião (oficial do exército que dominava a Judéia), escolheu um coletor de impostos (Mateus) como apóstolo e se hospedou na casa de Zaqueu, um homem rico malvisto na região e que ansiava por renovação.
Todas essas pessoas eram discriminadas, cada uma por razões diferentes. Mas Ele mostrou que o desprezo, a perseguição, a violência não eram soluções. Apenas combustíveis para alimentar um círculo vicioso de rancor, inveja, vingança e sofrimento. É o que acontece hoje na Palestina. Os palestinos se revoltam com as condições de vida e não conseguem enxergar uma convivência pacífica com Israel e agem de forma violenta, que leva à militarização do país e à restrição de acesso dos palestinos.
Individualmente, quem sofre o preconceito pode ter a auto-estima abalada, levando a vícios, problemas psicológicos e físicos, como a anorexia, a bulimia e problemas gástricos.
Existe uma solução para que isso acabe ou diminua?
No Brasil, existem várias leis que combatem o preconceito e ideologias preconceituosas, como o Nazismo, e o criminalizam, tornando o gesto um crime hediondo.
Como foi dito no Livro dos Espíritos, na época de sua publicação, há pensamentos e ações que são consideradas horríveis pela espiritualidade e que não são cogitadas nem como faltas leves.
A Humanidade avançou e a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um norte que podemos tentar alcançar. E, à medida que progredimos, descobrimos como realmente amar nosso próximo.

Há características pessoais e até problemas de saúde que foram alvo de preconceito ao longo do tempo. Ainda hoje há quem confunda a epilepsia com mediunidade e possessão demoníaca. A homossexualidade foi vista (oficialmente) como doença e o conhecimento da flora local, confundida com bruxaria.
Por outro lado, a obesidade foi vista como sinal de prosperidade, e o ódio aos inimigos, abençoado e louvado.

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