A base da existência de uma entidade sem fins lucrativos, como um centro espírita, é o trabalho voluntário. A Diretoria Executiva, os Departamentos, dirigentes de reuniões e respectivas equipes não recebem remuneração pelos seus serviços.
Devidamente documentada, a opção do frequentador em se tornar voluntário protege a entidade de problemas legais. Mas por outro lado, dá a impressão de, por ser voluntário, não há compromisso.
Então, quais são as qualidades necessárias a um bom voluntário?
Em primeiro lugar, a boa vontade. Mas algumas pessoas se confundem com o termo. Porque boa vontade implica não só se dispor ao trabalho, mas em preparar-se para ele e em manter a assiduidade nas atividades em que se dispõe a colaborar.
Assim, o palestrante deve se manter atualizado quanto às técnicas e tecnologias de suporte à exposição, informado quanto ao que acontece no mundo, treinar sua voz, para fazer uma boa palestra.
Ser um dirigente não é apenas mandar os outros fazerem suas tarefas, mas algo mais complexo, que distingue hoje em dia a liderança da chefia.
Ser um voluntário em qualquer área é sempre se perguntar como podemos fazer melhor a atividade que nos propomos. E isso implica fazer cursos, pesquisar na internet e em livros aquilo que nos fará melhores voluntários.
Peter Drucker, um grande especialista sobre administração, se debruçou sobre as organizações sem fins lucrativos. E chegou a uma definição sobre esse tipo de empresa (pois um centro espírita é uma empresa): ele disse que tal organização tem como finalidade mudar as vidas das pessoas. Inclusive as nossas mesmas.
Lembremo-nos, pois, que o trabalho voluntário é um caminho para a tão batida reforma íntima. Se nos limitarmos a cumprir rotinas, perderemos uma grande oportunidade de crescimento pessoa, espiritual e até mesmo profissional.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
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